segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma coisa é você ir no jardim jogar a semente e cuidar para que nasçam as plantas e deem frutos, outra coisa é você sentar na cadeira com o saco de semente do lado, esperar que o vento as espalhe e as cubram de terra e aguardar que das nuvens caiam chuva para rega-las.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Calmaria.

Quero de volta a mansidão de antigamente,
Como um lago era eu, superfície calma, tranquilo
onde o vento faceiro passava suas longas madeixas
em meu corpo e eu vermelho tímido,
achava graça daquele afago carinho e inocente.

Hora e outra vinha um barco,
perturbar minha superfície,
mas pedia com toda a gentileza:
com sua licença jovem rio,
venho aqui apenas pra refletir um pouco sobre a vida
pois assim como você, eu também já fui um lago
mas perturbado hoje sou e de minha forma original
só me resta a lembrança.

Me perguntei o que haveria de ter acontecido
de tão grave com o tal ancião
para que algo assim tivesse o atingido.
Até que certa tarde vieram humanos em grande algazarra
e sem ao menos conversar, afligiram minhas margens
com pedras, paus e tudo aquilo que tinham ao alcance.

Não pude e não quis fazer nada,
pois não é de meu feitio machucar ninguém
tentei, em vão, chamar-lhes atenção
pois aquilo que faziam comigo me machucava.

Quando toda aquela sessão passou
estava eu deitado na lama.
Me sentei, coloquei as mãos em minha fronte
e pensei: nunca mais serei o mesmo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tempestade.

Quero que o ódio me consuma
todas as lembranças virem pó
diante de minha ira.
Carnificina e destruição
é isso que quero que ocorra
com todos esse pensamentos.

Já estou farto disso,
me cortar sem sangrar
chorar sem derramar lagrimas
odeio tudo que vem de você.

Me afasto desse cálice
para que eu não caia em tentação,
intensifico os piores momentos
para que eles se sobressaiam aos bons.

E que no fim só reste de minha parte
desinteresse, desprezo e nada mais…

domingo, 17 de julho de 2011

Desgostos.

Uma das coisas que me incomoda bastante é ter contato com você, te ver, ver você brincando com outras pessoas e eu ali de lado, deixado de lado, sendo o passado, o pra trás, você disse que não esquecia pessoas, apenas reorganizava a fila de prioridades, sendo assim me sinto lá no final.

Ser amigos, trocar sorrisos falsos, sinceramente isso não me agrada, prefiro a distancia da espada do que ela perto furando meu peito.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ébrio II

Assim como o de ontem, que esse cigarro seja o ultimo.
Talvez seja esse o meu desejo, de parar ou apenas uma tentativa frustada de me apegar a alguma coisa, que me faça dar algum sentido para todas as vezes que acordo cedo, faço o café e pego o ônibus para o cenário claustrofóbico do escritório, uma meta? uma promessa? um objetivo a ser cumprido? não sei ao certo.

Porém é demasia o desejo de ter algo quente tocando minha boca, então me deixo levar pela tal fumaça de perfume doce e atraente, cujo balançar de sua cintura sinuosa incita obscenos pensamentos em minha cabeça. Acaricia minha face, morde meu pescoço, arranha meu dorso.

Porque se segurar mais? então avanço, mas para meu deleite e frustração, quando abri os olhos, era apenas fumaça.

domingo, 10 de julho de 2011

Ébrio I.

Minha camisa suja de teu suor,
sabor seco em minha boca,
cheiro forte em meu corpo,
olhos semi abertos,
cabeça balançante com um sorriso
insano esculpido na face
pensamentos que flutuam nessa massa cinzenta
que chamam de cérebro.

Batida enérgica se instala em meus ouvidos
e meu corpo ganha vontade própria
já nem sinto mais o mundo ao redor
só quero que essa melodia não acabe agora.

Não ouço e nem quero ouvir mais ninguém
apenas essa batida que me guia
não abro mais os olhos, mas nem faz mas diferença
pois onde eu vou é ela que irá me levar
nada mais importa, nada mais tem valor
só me resta essa melodia alucinante
de batidas hipnóticas repetidas,
over and over and over again.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

4 Palavras.

Vontades musicais vão surgindo conforme eu converso contigo. ‘musicalidade’.

A musica tem uma grande influência sobre como me sinto e me comporto, e quando a musica é boa, me sinto em paz de espirito, ‘sinestesia’.

vamos sentido uma alegria imensa e o sentimentalismo sem tamanho toma conta de tudo. ‘manteiga derretida’ emoção.

e todas essas coisas, esse turbilhão de sentidos são expressos em um tímido e feliz ‘sorriso bobo’.