segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ébrio II

Assim como o de ontem, que esse cigarro seja o ultimo.
Talvez seja esse o meu desejo, de parar ou apenas uma tentativa frustada de me apegar a alguma coisa, que me faça dar algum sentido para todas as vezes que acordo cedo, faço o café e pego o ônibus para o cenário claustrofóbico do escritório, uma meta? uma promessa? um objetivo a ser cumprido? não sei ao certo.

Porém é demasia o desejo de ter algo quente tocando minha boca, então me deixo levar pela tal fumaça de perfume doce e atraente, cujo balançar de sua cintura sinuosa incita obscenos pensamentos em minha cabeça. Acaricia minha face, morde meu pescoço, arranha meu dorso.

Porque se segurar mais? então avanço, mas para meu deleite e frustração, quando abri os olhos, era apenas fumaça.

Nenhum comentário:

Postar um comentário