sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Me sinto confuso.

E essa é umas sensação de não ser
o dono do meu destino,
ter que fazer escolhas;
tal escolha que sinto que;
não estou preparado para fazer;

entre dois a caminhos, tentar amenizar a conseqüências,
amenizar dos danos causados as partes interessadas,
tentar escolher, tentar seguir, tentar…
Para minha tristeza e desespero
não sei o que fazer, pra onde seguir,
Quando mais o tempo passa
me afogo nos meus pensamentos
me afogo nessa areia movediça
e vou me afundando mais e mais
com o passar do tempo

Penso que não decidir qual caminho seguir
seja a melhor maneira de me decidir
ficar onde eu estava
ficar onde eu estou
estava tudo tão tranquilo
penso que ficar sozinho seja a melhor solução
a melhor escapatória para tal situação
mas também pense que talvez
essa seja uma forma covarde de tentar
fugir da realidade, fugir dos problemas
ao mesmo tempo que eu sei que ficar sozinho
ainda continuaria me sentindo bastante bem

E volto novamente ao inicio dessa historia
confusão, confusão, confusão…

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Me pego avulso numa rua.

É uma rua familiar eu sei
mas mas tenho dificuldade em visualizar nome
eis que me surge uma pedra, uma singular pedra
não vejo nada de especial nela,
não me apresenta um brilho único
não me apresenta formas majestosas
não me apresenta firmeza nem confiança
é apenas uma simples pedra
cor ordinária, aparência frágil, olhar desolado

Talvez eu pudesse ajudar ela,
pedra que rola não cria limo
mas será essa a vontade dela?
lhe aplico um chute com todo o cuidado
para que não a machuque muito
ela dança pelos paralelepípedos e para
a sigo e de com cautela a lanço novamente ao ar
ela voa, parece gostar, ela estava saindo
de sua rotina, de sua monotonia,
de uma vida inanimada a qual foi determinada

O som do seu rolar ela alegre,
O balançar de sua cintura era incomparável
se tivesse cabelo, não duvido que o perfume dele
já teria invadido toda aquela rua
deixando os rapazes derretidos
deixando as moças com inveja

Se fosse uma moça, não duvido que seu balançar
pela rua não arrancasse suspiros
e desejos ocultos da plateia a assisti-la
e sem exitar, a convidaria para uma dança
perguntaria seu nome, ofereceria mais um drinque
Então a chutaria novamente
pois me lembraria que ela é apenas uma simples pedra

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

E de você guardei alguma coisa


Coisa essa que não me lembro
se fosse importante viria
surfando em minhas sinapses
Viria transbordando no suor de minha pele
Viria derrubando numa enxurrada de hormônios
Viria desenferado, viria desembestado
Viria…
Viria como um exercito afoito
brandindo armas, insultando,
batendo tambores, cantando hinos.
Viria como uma revoada de pássaros
bando, plateia, algazarra, zuada
fim de tarde, partir.
Viria como a moça bonita de vestido
faceira, com um sorriso encantador
voz mansa, pele macia e cheirosa.
Mas sinceramente
eu não me lembro,
porque de você
guardei apenas
pena…