terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Me pego avulso numa rua.

É uma rua familiar eu sei
mas mas tenho dificuldade em visualizar nome
eis que me surge uma pedra, uma singular pedra
não vejo nada de especial nela,
não me apresenta um brilho único
não me apresenta formas majestosas
não me apresenta firmeza nem confiança
é apenas uma simples pedra
cor ordinária, aparência frágil, olhar desolado

Talvez eu pudesse ajudar ela,
pedra que rola não cria limo
mas será essa a vontade dela?
lhe aplico um chute com todo o cuidado
para que não a machuque muito
ela dança pelos paralelepípedos e para
a sigo e de com cautela a lanço novamente ao ar
ela voa, parece gostar, ela estava saindo
de sua rotina, de sua monotonia,
de uma vida inanimada a qual foi determinada

O som do seu rolar ela alegre,
O balançar de sua cintura era incomparável
se tivesse cabelo, não duvido que o perfume dele
já teria invadido toda aquela rua
deixando os rapazes derretidos
deixando as moças com inveja

Se fosse uma moça, não duvido que seu balançar
pela rua não arrancasse suspiros
e desejos ocultos da plateia a assisti-la
e sem exitar, a convidaria para uma dança
perguntaria seu nome, ofereceria mais um drinque
Então a chutaria novamente
pois me lembraria que ela é apenas uma simples pedra

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