segunda-feira, 21 de julho de 2014

Colorir

Da paisagem cinza do dia
sem distiguir o chão do céu
diferenciar do vivo e do morto
sem separar o joio do trigo

Teu corpo nu flácido vinha afoito
movimento lindo e delicados
fazia suas curvas no ar
curvas estas que me deixam vivos

curvas essas cujas quais os plantas do caminho
se jogavam em sua direção
na esperança de ganhar cor
ao te tocar

sábado, 5 de abril de 2014

Dos poemas esquecidos

Presto aqui minhas miseras condolencias
a vocês poemas mortos
me desculpem por não anota-los
me desculpem por não rabisca-los
me desculpem pela minha preguiça
pela meu egoísmo e

Travessia

Vindo eu tão distraído
envolto meus pensamentos
eis vc que vem em minha direção
do nada, tão desalmada
atravessa a rua me deixando na solidão

O vento gelado que vc impedia de me atingir
agora corria solto, rindo sorrindo a me agredir
poeira, lixo, lama agora viam
rir da minha cara
se agarrar em mim
e me deixar partir

Atravessou a rua, tão esnobe
como o diabo foge da cruz
como o sóbrio foge da cana
estavas ruiva, loira, morena, esverdeada,
pequena, alta, gorda, magra

eis vc que vem em minha direção
do nada, tão desalmada
atravessa a rua me deixando na solidão

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Trajetoria

Minha pequena tragetoria
com um rastejar timido, alguns versos, rimas
e muita paixao, sem receber reciporcidade
assim sem voltade segui então.

Em seguida uma ascenção,
como nunca vira antes, palavras doces viam
como formigas atrás de uma fruta
doce, suculenta  e cheia de perdição

Proceguindo a jornada,
dor, revolta e lagrimas,
fez de meu caminha um pesadelo
mastigando espinhos,
pisando em cacos de vinhos
ensenrrei o meu pensar

De um hiato prolongado,
me pego admirirado,
são quatro versos acanhados
que me fizeram pensar

Ainda jaz em mim
um formigueiro animado
que me faz admirado
sorrindo...

Necessito

Necessito da energia ao meu redor
Me renovar, mudar
De entrar em contado novamente com a natureza
minhan atureza tão mascarada,
hoje jaz esquecida
pelo corda do dia a dia
da monotonia da casualidade
da ignorancia da mesmice
da intolerancia da rotina

Quero sentir minhas pupilas dilatando
procurando um ponto de referencia novo para decorar
e quem sabe com muita sorte
do caminho de volta lembrar

Que minha lingua goze
ao sentir, descobrir, um novo sabor
fazer careta, cuspir, depois jogar algo pra dentro

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Mim

E de tudo que existe em mim
carne, suor e unhas,
sujeira, sangue e entranhas,
ossos, lagrimas e saliva, 
cabelos, cicatrizes e umbigo,
alma, pensamento e desejo
é da minha sombra que gosto mais...

sábado, 26 de maio de 2012

Meio.

Meio sem rumo
Meio sem jeito
Meio bobo
Meio confuso
Meio frustrado
Meio com medo
Meio despedaçado
Meio sem saber o que fazer
Meio sozinho
Meio calmo
Meio Alegre
Meio cheio
Meio vazio
Se juntar todos os meios
não daria um inteiro
talvez um natural, não sei,
mas com certeza
um racional seria eu